Linha do tempo


2002

Em Sorocaba, em junho de 2002, surge o primeiro Centro Educacional Comunitário – o CEC Jardim Ipiranga, que, de início, funcionou no Parque Esmeralda. Um pequeno grupo de pessoas, muito conversou, se reuniu, naquele primeiro passo. Ivone, Pelé, Zé Rosa, Cidinha, Denise, Wilson, Paulo, Margarida, Junior e Lurdinha. No dia 10 de junho de 2002, começaram as atividades, atendendo 50 crianças, de segunda a sexta-feira, no horário alternativo à escola.

O sonho era grande e as dificuldades maiores ainda. Mas, devagarinho, outros núcleos foram surgindo. A partir de agosto, em parceria com a Associação Amor em Cristo, da Igreja Quadrangular, iniciamos o atendimento às crianças da área verde da Rua 24, no Bairro Júlio de Mesquita, onde ficamos por um ano. Nessa época, Andréia, da Pastoral da Juventude se incorpora à equipe.

No mês de outubro, constatamos a difícil situação dos moradores da área verde do Parque Manchester, a “favela escondida”, os barracos que se estendem no vale entre o Júlio de Mesquita, o Jardim São Marcos e o Central Parque. Ali se iniciam as atividades do CEC Manchester, num barracão em situação de abandono e que foi reformado com muito sacrifício.

2003

No início de 2003, fomos para o CDHU Ipatinga, os “predinhos” populares do Sorocaba I. Com muita dificuldade, devido à falta de espaço, sob a coordenação de Dona Cida, iniciamos mais um CEC da Pamen, reformando duas pequenas salas do espaço comunitário de um dos prédios.

Os trabalhos se desenvolviam na “dinâmica do provisório”. A mística da Pastoral do Menor nos impulsionava a olhar além das dificuldades e percebiamos os primeiros frutos na alegria que víamos no rosto de cada criança.

Nessa época, havia dois bairros da cidade que, pelos vários problemas sociais que tinham, eram vistos como nossos maiores desafios: Habiteto e Nova Esperança. Em Maio de 2003, na base da fé, da cara e da coragem, começamos o trabalho nos dois bairros. No Nova Esperança, com a coordenadora Fátima e a monitora Cleide, começamos a arrebanhar crianças e adolescentes em salas cedidas pela comunidade católica do bairro. No Habiteto, as monitoras Geni e Rosilene acolhiam os pequenos num barracão de madeira, todo esburacado e sem banheiro, ao lado da famosa árvore do bairro, conhecida como “Arvão”.

Com o aumento dos núcleos, Denise deixou a coordenação do Manchester para Marise e assumiu a supervisão dos CECs juntamente com Sanae.

Ainda em 2003, outros passos muito importantes:

* A Pamen assume o projeto Agente Jovem, para 100 adolescentes de 15 a 17 anos, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria Municipal da Cidadania, com foco no envolvimento do jovem em atividades comunitárias

* Em Julho desse ano, começa a parceria com o projeto “Esporte Cidadão”, as escolinhas de futebol coordenadas por Jorge Gaúcho, ex-jogador profissional do Esporte Clube São Bento e do Grêmio de Porto Alegre;

* No mês de agosto, criamos o Desafio Jovem, um projeto para adolescentes de 13 e 14 anos, que começa no Manchester e Júlio de Mesquita para tentar dar um novo rumo à vida de muitos adolescentes, evitando que se envolvessem com a dependência química, marginalidade, gravidez precoce, etc.

2004

No ano de 2004, os CECs foram se estruturando e o número de atendidos foi se ampliando. Dos 300 nos final de 2002, já chegamos a 1.000 no início de 2004.

2005

Em 2005, surge o projeto Reconstruindo Famílias onde procuramos dar apoio social às famílias das crianças da Pastoral que estejam em maior situação de risco. Nas visitas domiciliares procuramos, além do apoio material, fazer os encaminhamentos necessários e aconselhamento, tentando gerar o protagonismo dos atendidos. É necessário que eles assumam sua própria história. Todo mês, cerca de 25 famílias são acompanhadas e são feitos dezenas de atendimentos avulsos, sob a coordenação de Lúcia e Valéria.

2006

No ano de 2006, conhecemos a dura realidade do bairro Vila Astúrias, em Brigadeiro Tobias. E sob as bênçãos do Pe. Giba e a coordenação da Terezinha, começa um novo Centro Educacional Comunitário, lá em cima do morro, em maio de 2006.

E surge um grande desafio: o adolescente autor de ato infracional. Voltando às raízes da Pastoral do Menor, assumimos, a partir de Maio de 2006, cerca de 140 adolescentes sujeitos a medida sócio-educativa de liberdade assistida. É o projeto Girassol, sob a coordenação de Andréia, que funciona na Vila Jardini.

E nesse campo, o desafio maior vem a partir de outubro de 2006, quando, em convênio com a Fundação CASA do governo estadual, a Pamen assume em gestão compartilhada duas unidades de internação com 112 adolescentes – a Casa Dom Luciano, sob a coordenação de Wanderlei. Ali se inicia um projeto piloto de educação contextualizada. Nos moldes da proposta dos freis amigonianos, onde o adolescente vai passando nos diversos estágios e conquistando sua liberdade conforme responde ao projeto pedagógico. Proposta inovadora que rompe com os antigos modelos e abre um novo horizonte na área do ato infracional.

2007

A partir de janeiro de 2007, assumimos, em convênio com a Secretaria da Juventude, da Prefeitura Municipal, o projeto Primeira Chance – Território Jovem, onde 50 jovens de 18 anos, de bairros pobres da periferia são preparados para conseguir seu primeiro emprego. A sede do projeto fica no Jardim Ipiranga, sob a coordenação da Lurdinha, e ali são atendidos jovens de vários bairros da cidade, que, inclusive, fazem trabalho comunitário com crianças de alguns bolsões de pobreza que ainda não eram atendidos pela Pamen: São Joaquim, Baroneza, Itanguá II, Jardim Aeroporto e Projetada das Areias, no Laranjeiras, onde já se inicia um novo CEC.

No final do ano, vem a importante notícia da ampliação para mais 100 jovens no projeto Primeira Chance, agora no bairro do Nova Esperança, Habiteto e Vitória Régia.

2008

E, em 2008, a criação do projeto Jovem Cidadão, também em parceria com a Secretaria da Juventude, abrindo uma oportunidade para adolescentes de 16 e 17 anos, dos bairros Parque São Bento II, Jardim Santo André II, Jardim São Marcos. São 150 atendidos.

Pastoral do Menor de Sorocaba lança o livro contando sua história:

“Onde a Jurupoca Pia”- Experiências no Trabalho Social com Crianças e Adolescentes Empobrecidos

2009

Em 2009, surge o projeto “Geração Solidária” objetivando abrir uma oportunidade para as mães e outros membros das famílias das crianças atendidas para que participem de cursos e oficinas de geração de renda, além de rodas de conversa e palestras que auxiliem a estruturação e o protagonismo familiar.

2010

A parceria com a Secretaria da Juventude – Prefeitura Municipal de Sorocaba se amplia: agora são 300 adolescentes no Projeto Jovem Cidadão (16 e 17 anos) nos bairros Jardim Aeroporto, Cajuru, Jardim Ipiranga, Habiteto, Vila Astúrias, Aparecidinha, Betânia, Laranjeiras e Parque São Bento. Além disso continua o Projeto Primeira Chance, com 100 jovens de 18 e 19 anos. E uma ótima notícia: a Sejuv vai apoiar também o projeto Desafio Jovem, com 300 adolescentes de 13 a 15 anos. Passamos de 2.500 atendidos. No atendimento ao adolescente autor de ato infracional, a parceria com a Fundação CASA também se amplia: em novembro, é inaugurada a Unidade de Atendimento Inicial, para 26 adolescentes, antigo sonho da sociedade, para colher os jovens que são detidos e que, em vez de ficarem nas delegacias, já recebem uma abordagem especializada com acompanhamento de assistentes sociais, psicóloga e pedagoga.

2011

Passamos a ter uma assistente social e uma técnica exclusivas para o Projeto Reconstruindo Famílias, com uma viatura (Fiat Uno) específica para os atendimentos, visitas, intervenções e encaminhamentos com maior agilidade. O objetivo é atender os casos mais graves e urgentes, sempre buscando apoiar a reestruturação e injetar protagonismo no núcleo familiar. E os projetos da Pamen Sorocaba foram escolhidos para serem apresentados, como prática exitosa, no Congresso do BICE – Bureau International Catholique de l’Enfance, em maio, em Paris.

Em 2011 foi fundada a A ASSOCIAÇÃO DOM LUCIANO – No período de 15 de agosto de 2011 a 31 de dezembro de 2011, em seu primeiro ano de existência, a Associação Dom Luciano realizou reuniões e encontros com seus diretores e associados com o objetivo de Formação e  preparação de seus colaboradores e voluntários para atuar na luta por politicas públicas em defesa da criança e do adolescente, com ênfase especial na área do adolescente em conflito com a lei.

2012

10 ANOS DE PASTORAL DO MENOR EM SOROCABA!

 2013

A Pastoral assume o Projeto Educarte da Prefeitura nos seguintes bairros: Jardim Refúgio, Jardim Sueli, Cajuru, Retiro São João e Parque São Bento. Foi um grande desafio e aprendizado. Colocar nossa mística e nosso “jeito” de trabalhar em um projeto já formatado. Como era um sonho antigo da Pastoral do Menor atender a demanda de crianças do Parque São Bento e do bairro do Cajuru aceitamos este desafio.

2014

Por falta de demanda específica no Retiro São João foi encerrado o atendimento.

Em um salão cedido pela comunidade N. Senhora de Fátima iniciamos o atendimento com crianças no Lopes de Oliveira atendendo as crianças do Jardim Piratininga, ‘Caixa Preta”, Vila Helena e adjacentes.

2015

Por não ter sido contemplado no Edital de chamamento do município o Projeto Educarte no  Jardim Refúgio foi encerrado o atendimento e o atendimento no Lopes de Oliveira foi encerrado por falta de local adequado.

2016 

 

 A Associação Bom Pastor/Pastoral do Menor assina Termo de Colaboração ( por 12 meses e prorrogado por mais 6 meses) com o  município de Sorocaba  através da Secretaria de Desenvolvimento Social para Serviço de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos . 660 crianças de 6 a 11 anos e 765 adolescentes de 12 a 17 anos.  Potencializamos nosso atendimento diário no horário do contra turno escolar, fortalecemos nossa equipe técnica, nosso projeto pedagógico ficou ainda mais eficiente com as supervisoras de projetos e coordenadoras pedagógicas. O Projeto Jovem do Jardim Santo André passa a ser atendido no CEC Laranjeiras .

15 anos PAMEN