Pastoral no Brasil

A Pastoral do Menor surgiu na cidade de São Paulo, em julho de 1977, quando a assistente social Ruth Pistori procurou o Bispo Dom Luciano Mendes de Almeida, preocupada com a falta de maior apoio para adolescentes já haviam cometido algum ato infracional e estavam no programa chamado aquele tempo de Liberdade Vigiada. Algumas famílias e seminaristas católicos se uniram para iniciar um trabalho de Liberdade Assistida Comunitária e acompanhar esses jovens.

Logo se percebeu que a situação de miséria nos bairros pobres e a desestrutura familiar tinham muita ligação com a violência e marginalidade. Era o tempo em que a sociedade se preocupava com os “trombadinhas” da praça da Sé, os meninos de rua que proliferavam nas grandes cidades. Assim, Dom Luciano, Ruth, Ir. Maria do Rosário e outros pioneiros começaram, na periferia de São Paulo o trabalho dos centros educacionais comunitários, acolhendo crianças e adolescentes, para não ficarem pelas ruas, participarem de atividades sadias e terem um projeto de vida.

A Pastoral do Menor foi aos poucos se espalhando pelo Brasil, inclusive, com a Campanha da Fraternidade de 1987 “Quem Acolhe o Menor, a Mim Acolhe” e foi um dos órgãos que mais lutou para conseguir o Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990.